Até ontem, estava em Los Angeles, San Diego, e todo mundo me assustou dizendo que aqui era perigoso. PeraÃiiii... Sabe que fiquei até com medo? Depois, chegando aqui, percebi que era coisa de americano. É como no Brasil: bobeou, dançou. Nada de jóias aparentes, relógios, nada de dar mole e rezar para não dar de cara com um personagem de um filme do Robert Rodriguez. Risos
O grande problema por aqui ainda é o narcotráfico. A droga vem do Peru e da Colômbia.
Ontem, entrevistei uma dona de mercadinho. Um amor A senhora Susana. Vcs acreditam que ela tem mais de dez tipos de chili para vender? Existem muitos... A burra aqui inventou de provar um pouquinho e... imaginem Quase morri. Fiquei parecendo personagem de desenho animado, com a boca queimando, saindo foguinho.
As pessoas são muito amáveis, simpáticas e dóceis. Talvez seja a brutal diferença que sinta entre México e EUA. Minhas entrevistas americanas foram fantásticas, mas o povo que nos atende nas lojas, cafés, não é muito generoso, infelizmente do outro lado da fronteira. É o jeito deles. They just don't care. Aqui, they care. É o oposto. Só é triste ver esse povo aqui tão pobre, oprimido, querendo aindaaaaaaaa buscar o sonho americano. Aliás, não acabou? Eles dizem que com a crise já não tem mais emprego. Mas ainda tem muita gente tentando atravessar a fronteira a pé, a nado, aos trancos e barrancos
Enquanto estou aqui no México, vcs assistem, espero, meus programas...
Bem, este sábado vai ao ar um programa que eu adoro e que tem ligações profundas: o da Lituânia. Como vcs já devem ter me visto falar aqui minha vó veio de lá. Decidi colocar meu post de novo com algumas alterações no final para quem não leu entender porque esse programa é tão importante para mim.
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